quinta-feira, 17 de junho de 2010

Quem foi Rachel Corrie?*


A estudante e ativista norte-americana Rachel Aliene Corrie nasceu em 10 de abril de 1979 e foi morta em 16 de março de 2003, esmagada por uma escavadeira israelense, durante a demolição de casas palestinas na Faixa de Gaza. Rachel era militante voluntária do Movimento Solidariedade Internacional.
 Rachel Corrie em manifestação na Faixa de Gaza 


Ela foi esmagada por esta escavadeira israelense em 2003


* Texto publicado a partir de várias fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rachel_Corrie

Rachel morreu durante a Intifada de Al-Aqsa, em Rafah, perto da fronteira de Gaza com o Egito, depois de ser esmagada por uma escavadeira das Forças Armadas de Israel. Juntamente com outros ativistas americanos e europeus, ela tentava impedir as quase diárias demolições realizadas pelas forças israelenses na cidade. A rádio das Forças Militares de Israel alegou que a morte de Rachel foi um acidente, pois o condutor da máquina (uma Caterpillar D9) não conseguiu vê-la.





Corpo da militante foi enviado aos pais, nos EUA


Os manifestantes contestam essa versão: "Nós gritamos e agitamos os braços para o condutor. Até tínhamos um megafone. Mas a escavadeira continuou em marcha até passar por cima dela" - disse uma das testemunhas, o ativista britânico Tom Dale. 


O exército de Israel informou que a demolição tinha como objetivo encontrar túneis clandestinos que servissem ao transporte de armas provenientes do Egito.

A Anistia Internacional exigiu uma investigação independente sobre as circunstâncias da morte de Rachel, lembrando que "o exército israelense destruiu mais de 3.000 lares palestinos nos territórios ocupados, além de extensas áreas de plantações, propriedades públicas e privadas e infraestrutura de abastecimento d'água e eletricidade em zonas urbanas e rurais. As motoniveladoras usadas para as demolições mataram civis palestinos, mas até agora nenhuma investigação cuidadosa foi feita".




Barco Rachel Corrie, atacado pelas Forças Militares de Israel em água internacionais

Em memória de Rachel, um dos barcos da coalizão de ONG Free Gaza foi denominado MV Rachel Corrie. O Rachel Corrie deveria ter liderado a Flotilha Liberdade, interceptada pelas forças israelenses em 31 de maio de 2010, mas se atrasou por problemas. técnicos. Na tentativa de continuar para Gaza em 05 de junho, foi interceptado por militares israelenses, após negação em desviar a rota para um porto em Israel.

Palestino manifesta contra bloqueio na Faixa de Gaza



Esquerda.Net


Ataque israelense à "Frota Liberdade", que transportava cerca de 10 toneladas de ajuda humanitária para Gaza, deixou pelo menos 15 mortos e 50 feridos. O ataque ocorreu em plenas águas internacionais. União Européia quer inquérito sobre ataque e palestinos pedem reunião urgente na ONU. "Quinze pessoas foram mortas durante o ataque, na sua maioria cidadãos turcos", afirmou Mohammed Kaya, responsável pela divisão de Gaza da IHH, uma organização turca de defesa dos direitos do Homem, que fazia parte da operação naval. Site da missão divulga imagens do ataque israelense.

O conjunto de barcos era liderado por um navio de nacionalidade turca e dirigia-se para a Faixa de Gaza com ajuda humanitária e algumas centenas de pessoas que procuravam furar o bloqueio imposto por Israel àquela região do Médio Oriente.

Detectados pela defesa israelense, três navios lança-mísseis da classe Saar saíram do porto de Haifa e dirigiram-se à frota internacional com a missão de interceptá-la e impedir a sua aproximação de território palestiniano.

Era já madrugada quando nesta segunda feira os três navios de guerra avistaram a frota auto-denominada "Frota Liberdade". Encontravam-se em plenas águas internacionais. Foi aí que as autoridades militares decidiram agir. Helicópteros israelitas transportaram os comandos que desceram por cordas e abordaram os navios.

"Quinze pessoas foram mortas durante o ataque, na sua maioria cidadãos turcos", afirmou Mohammed Kaya, responsável pela divisão de Gaza da IHH, uma organização turca de defesa dos direitos do Homem, que fazia parte da operação naval.

Algumas embarcações estavam assinaladas com a bandeira turca, país que já fez saber que condena veementemente esta operação militar, classificando-a de inaceitável. “Israel vai sofrer as consequências por este seu comportamento”, frisou o ministro turco dos Negócios Estrangeiros. O embaixador israelita em Ankara já foi chamado pelo governo turco. O vice primeiro-ministro turco que substitui o chefe de governo que está de visita ao Chile convocou uma reunião de emergência com o ministro do Interior e com as chefias das Forças Armadas.

Os responsáveis palestinianos já condenaram o ataque. O chefe da Liga Árabe, Amr Moussa, condenou aquilo que classificou como um "crime contra uma missão humanitária" e o Presidente da Autoridade Palestiniana, Amhmoud Abbas, apelidou o incidente de "massacre"e decretou três dias de luto nos territórios palestinianos.

O ataque está provocando uma onda de protestos diplomáticos. A União Europeia quer um inquérito completo sobre o incidente. A Suécia qualificou-o como "completamente inaceitável" e já convocou o embaixador israelense em Estocolmo para lhe dizer exatamente isso. A Grécia também já chamou o embaixador israelense em Atenas para saber da situação dos seus cidadãos e interrompeu o exercício militar conjunto que realizava junto com a marinha israelense.
 






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