terça-feira, 13 de julho de 2010

Polícia tucana de Santa Catarina tem um estupro para esclarecer...



Por Paulo Henrique Amorim*

Leia o blog na íntegra:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2010/07/12/policia-tucana-de-s-catarina-tem-um-estupro-para-esclarecer/

http://tijoladasdomosquito.blogspot.com/

Dois adolescentes estupraram uma menina de 13 anos em Florianópolis. Um estuprador é filho do dono da RBS, afiliada da Globo, e manda-chuva da mídia no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O outro é filho de um delegado de Polícia de Florianópolis. Um deles já confessou o crime.

O estupro morreria nos escaninhos da Polícia de Santa Catarina, não fossem um blogueiro, o Mosquito, do Tijoladas Mosquito, e a Rede Record. Reportagem de ontem do Domingo Espetacular revelou que havia um terceiro adolescente na cena do crime. Revelou também que havia uma mulher, além da ex-mulher do dono da RBS, na cena do crime: essa segunda mulher passou maquiagem no pescoço da estuprada. Para esconder um hematoma. E revelou que havia um homem com uma tatuagem no braço, que sugeriu à menina estuprada que inventasse uma boa história para o pai.

O crime produziu alguns fatos políticos relevantes. Primeiro, destacou a covardia do Governo tucano de Santa Catarina, liderado por um varão de Plutarco, Leonel Pavan, que reassumiu a presidência do PSDB no Estado e ali coordenará a campanha do Serra. A Polícia do tucano demorou a apurar os fatos, se esqueceu de pedir exames cruciais, e não apreendeu as fitas das câmeras de vigilância do prédio onde mora o filho do dono da RBS. E não quis saber, até agora, do terceiro adolescente na cena do crime, da segunda mulher e do homem tatuado.

Quem é esse terceiro garoto ? Também é de família poderosa ? Ele também estuprou ? O homem tatuado fazia o que ali ? Participou do estupro ? E a segunda mulher, a maquiadora, de onde surgiu ? São todos cúmplices de um crime, ou criminosos.

O segundo aspecto relevante da história, depois da covardia do governo tucano, é o poder da família Sirotsky, os donos da RBS e afiliados da Globo no Sul do país. Não fossem a Record e o Mosquito, os Sirotsky tinham abafado o caso. É a opinião de cerca de 20 pessoas que entrevistei na frente do Mercado Municipal de Florianópolis, na ultima quarta-feira.

Me disse uma senhora negra: se fosse o meu filho, negro, já teria sido chamado de favelado e traficante e estava na cadeia. A cadeia para menores pobres de Florianópolis é um horror. Uma masmorra, de onde os menores fogem em massa. O filho do delegado e o do dono da RBS estão em casa.

Por fim, esse sinistro episódio – que a Globo e o PiG (*) solenemente desconsideram – mostra a força da internet. O Mosquito detonou a RBS, a que chama de “família Stuprotsky”.

É por isso que o Daniel Dantas, o Eduardo Azeredo, o Marco Maciel e um desconhecido deputado comunista do Amazonas querem fechar a internet brasileira.

Clique aqui para ler “Google derrota governo comunista da China”.

É porque a internet, gente como o Mosquito, detonou o monopólio que eles controlavam. O Serra, por exemplo. Bastava dar três telefonemas para controlar a mídia brasileira. Para o Rupert Marinho, para o “seu” Frias e para o Ruy Mesquita. A Abril vinha no rolo, porque o Robert(o) Civita nunca fez parte do clube.

Em 15 agradáveis minutos ele abafava o estupro de Santa Catarina. Agora, é um pouco mais difícil. O Serra tem que ligar para muita gente Para o Mosquito, não adianta.

Porque foi ele quem detonou a credibilidade do presidente dos tucanos de Santa Catarina.

O mal já está feito.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

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