sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Nicholas Cage pede à ONU que coopere na luta contra crime

O ator Nicholas Cage foi eleito "embaixador da boa vontade" junto à União das Nações Unidas. Não, não é um contrasenso nem é de se estranhar, afinal é assim mesmo que age a ONU - esse clube de países poderosos cujo Conselho de Segurança é eficaz apenas para certos interesses e que não tem representatividade real da maioria dos países que ali somente circulam por dois anos... Bem, o ator norte-americano de origem italiana está lá, representando a "boa vontade" das empresas de cinema norte-americano em limpar sua imagem diante do mundo. Cinema conhecido por ser uma verdadeira "vitrine" de armamentos e que apresenta a violência gratuita, em que a tônica do Bem vencendo o Mal é simplória e defende um discurso hegemônico. Ele pede que a ONU coopere contra o crime organizado? Em primeiro lugar, o crime organizado está infiltrado nos Estados, nas organizações, nas Empresas transnacionais como, digamos, algumas coorporações de entretenimento internacionais que produzem, inclusive, filmes.

Será que este ator sabe de onde vem o dinheiro dele?


21/10/2010 - 22h16
DA EFE
http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocasts/818411-nicolas-cage-pede-a-onu-que-coopere-na-luta-contra-crime.shtml

O ator Nicolas Cage fez nesta quinta-feira um pedido para que a ONU (Organização das Nações Unidas) coopere na luta contra o crime organizado, mas que essa batalha não passe por cima dos direitos humanos, nem deixe de lado as vítimas de grupos mafiosos. Ele é embaixador da boa vontade da ONU para a justiça mundial e participou em Viena de uma conferência sobre os dez anos da Convenção de Palermo, o maior instrumento legal internacional contra o crime organizado. 

"Em minha carreira fiz muitos papéis: heróis e vilões, amantes, perdedores e até criminosos e combatentes do crime. Mas ser embaixador da boa vontade para a justiça mundial é meu papel mais difícil e significativo", afirmou o ator diante de dezenas de diplomatas. Ele ressaltou que o crime organizado só pode ser combatido por uma frente internacional comum, já que as redes ilegais são muito poderosas para qualquer Estado sozinho enfrentar sozinho.

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