domingo, 13 de março de 2011

Ronaldinho posa para campanha com modelos e seguranças armados


Esse artigo abaixo eu tenho que comentar. Sinto-me no dever cívico de comentar. Como brasileira, sabendo que o futebol é muito importante para a maioria da população nacional, apesar do respeito que sinto pelas pessoas honestas que atuam no futebol, gostaria de dizer que estamos vivendo um período nefasto em que o dinheiro (advindo de alguns contratos milionários) simplesmente  enfraqueceram na raiz a nossa herança de "futebol arte". Vamos a três exemplos:  

a) A vergonhosa aposentadoria de Ronaldo Fenômeno, que a meu ver já devia ter se aposentado logo depois de ter voltado para o Brasil, há mais de um ano, preservando assim sua biografia heróica  no imaginário coletivo. Mas não, em nome de um contrato milionário ele se fez passar por uma humilhação pública, que culminou com uma coletiva jornalística antológica em que sua a mea culpa  por sofrer de uma popular doença que afeta 30% da população mundial - a meu ver - deram um brilho de medalha de alumínio a sua carreira de reconhecido sucesso internacional.   

 Eu chorei de vergonha nesse dia
 
b) Já não aguento mais ver o Neymar no Globo Esporte! Esse rapaz, apesar de talentoso, não passa de uma cria de algum contrato milionário. No Brasil nascem três Neymar em cada time de futebol, porém, apenas um é pinçado ao papel de ser o Neymar da vez. Pois agora temos um Neymar e temos alguém ganhando rios de dinheiro com ele e um bando de cérebros pouco críticos achando que esse garoto é a última coca-cola do deserto. Eu vou te dizer, parece mesmo que a ignorância não tem limites...


Hoje Neymar, amanhã outro Neymar

c) O leilão em praça pública de Ronaldinho Gaúcho. Esse, a quem sempre admirei, está se mostrando o homem de negócios mais interessante dos últimos anos. Eu não sei como esse cara nunca apareceu ao lado do Eike Batista na lista da Forbes! É um verdadeiro profissional do marketing pessoal: deixou o futebol europeu na hora certa; voltou para o Brasil, foi leiloado em praça pública e ainda se saiu bem na fita; quase conseguiu ofuscar o rei Roberto Carlos aparecendo em três escolas de samba no Rio de Janeiro e, misteriosamente, mas com certo glamour ao contrário, ele simplesmente não concede entrevista a ninguém. Deve ser para não descumprir algum contrato milionário,... deixa eu ver... talvez com a Globo, patrocinadora do Ronaldinho Fenômeno e do Neymar.


Cadê o futebol arte? O futebol moleque?

Craque lança linha de camisas assinada por estilista francês. Peças serão lançadas no Brasil, outros países da América Latina, Japão e EUA

 

Por Rodrigo Sirico Rio de Janeiro
Fotos Jorge William / O Globo
 

http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2011/03/ronaldinho-posa-para-campanha-com-passistas-e-policiais-armados.html 


Ronaldinho Gaúcho trocou nesta terça-feira a rotina de jogador de futebol pela de modelo. O craque do Flamengo esteve em um hotel do bairro do Joá, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para posar para a campanha de sua linha pessoal de roupas, que será lançada pelo renomado estilista francês Christian Audigier. A coleção é formada por camisas, bonés, boinas e gorros.

Ronaldinho chegou ao local de helicóptero e posou com bolas de futebol douradas ao lado de modelos caracterizadas de passistas e um grupo de seguranças fortemente armados. Como cenário, ao fundo, uma linda vista do mar. - É legal fazer trabalhos assim porque eu me divirto – disse Ronaldinho.

Clique e veja a galeria de fotos do ensaio de Ronaldinho


Audigier, que já trabalhou com celebridades como a cantora Madonna e Michael Jackson, disse que se inspirou no Flamengo e no Rio de Janeiro para fazer as camisetas. Um das camisas usada pelo jogador no ensaio apresentava a imagem de uma santa com o número 10 e um colar. Com o nome Ronaldinho acima. E a sigla CRF (Clube Regatas do Flamengo) na manga direita.

- Ronaldinho é um cliente antigo. E muito crítico também, dá sugestões. Daí veio a ideia de fechar a parceria com ele. E foi um bom modelo também. As camisetas de Ronaldinho começam a ser vendidas dentro de dois meses não só no Brasil, mas em outros países da América Latina, Estados Unidos e Japão. As peças devem custar entre US$ 35 (R$ 58) e US$ 50 (R$ 83).

Ronaldinho usou pela primeira vez uma camisa de sua linha pessoal na coletiva após a conquista da Taça Guanabara, no domingo. Em jantar após a partida, parentes e amigos do craques estavam usando as peças.

 Ronaldinho Gaúcho agora na versão Ronaldinho Carioca

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