segunda-feira, 19 de setembro de 2011

"Tenho orgulho de ser a 1ª mulher a abrir Assembleia Geral", diz Dilma

Mulher e brasileira

19/09/2011 - 09h23

A presidente Dilma Rousseff, que na quarta-feira abrirá a Assembleia Geral da ONU em Nova York, afirmou nesta segunda-feira estar orgulhosa de ter a responsabilidade de ser a primeira mulher a fazer o discurso inicial. 

"Tenho muito orgulho de ser a primeira mulher, uma mulher brasileira, a abrir a Assembleia Geral da ONU", disse em seu programa semanal de rádio "Café com a Presidente". "Vou falar em nome do Brasil para os chefes de Estado de 193 países que vão participar do evento". 

Dilma, que chegou aos EUA no domingo, afirmou que aproveitará a reunião para abordar assuntos como o papel feminino no mundo, a transparência no governo e a luta de doenças crônicas. A crise econômica mundial também estará em pauta. 

A agenda da presidente brasileira tem início hoje na sede da ONU, onde assistirá a uma reunião de alto nível sobre doenças crônicas não transmissíveis e a um colóquio sobre a participação da mulher na política, com a presença da ex-presidente chilena Michelle Bachellet.


Na terça, encontra-se com Barack Obama para dar continuidade aos assuntos já discutidos em março, quando o presidente americano esteve no Brasil. Mais tarde, receberá o prêmio Woodrow Wilson para Serviços Públicos, concedido pelo instituto Woodrow Wilson International Center for Scholars, que já foi outorgado ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns (morta em 2010). 

Com o francês Nicolas Sarkozy conversará sobre a crise econômica mundial, os impactos dos conflitos nos países muçulmanos, além de questões sociais envolvendo saúde e combate à pobreza. 

A presidente ainda participará dos debates do grupo denominado Governo Aberto --que engloba 60 países que se comprometem a discutir e executar políticas públicas transparentes. 

ONU
 
Na quarta-feira (21) o dia será dedicado à abertura da 66ª Assembleia Geral da ONU. Segundo assessores, Dilma pretende, em seu discurso, mencionar os efeitos da crise econômica internacional, a preocupação com os conflitos nos países muçulmanos, a necessidade de adotar medidas que levem ao desenvolvimento sustentável --lembrando a Conferência Rio+20 que ocorrerá em 2012 no Rio de Janeiro-- e a defesa da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas. 

O primeiro discurso corresponde por tradição ao Brasil e esta será a primeira vez que o encontro dos líderes mundiais será inaugurado por uma mulher, destacou o porta-voz. 

Na quinta-feira (22) a presidente retorna para o Brasil, mas antes conversará sobre uma das principais preocupações da comunidade internacional: a segurança nuclear. 

As atenções se redobraram depois dos acidentes radioativos na Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, em março deste ano, no Japão. Também no dia 22, Dilma conversará sobre a necessidade de os líderes mundiais se comunicarem antes de tomar decisões e partir para a ação --a denominada diplomacia preventiva.

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