domingo, 9 de outubro de 2011

Investindo no futuro: as meninas superpoderosas!

As super mulheres da nova classe média brasileira

 

Elas são as mais escolarizadas, as mais educadas em finanças e as que mais respondem pelo orçamento das famílias. Com vocês, as mulheres poderosas da nova classe média brasileira.

 

Por Fatima Lopes, editora do Mulheres em Ação em 19/09/2011

As mulheres da chamada nova classe média, a classe C, estão com tudo. Elas são as mais escolarizadas, somando 66,4% das universitárias do País. São elas as que mais seguram a onda em casa, respondendo por mais de 40% da renda familiar, contra 25% daquelas da classe A. E as que estão mais ligadas nas questões financeiras: 72% delas se dizem cuidadosas com o dinheiro e 71% planejam antes o que vão comprar, poupando para pagar a vista e deixando o crédito como uma segurança contra imprevistos e a compra parcelada para bens de maior valor.

Essas são algumas das informações que surgiram a partir dos resultados da pesquisa “As poderosas da nova classe média brasileira”, realizada pelo Instituto Data Popular e pela Editora Abril, que ouviu 30,6 mil pessoas on-line em 26 estados brasileiros. A pesquisa abordou nove temas específicos: alimentação, beleza, carro, casa, educação, moda, saúde, turismo e tecnologia. E destruiu alguns mitos que ainda andam por aí.

No quesito carro, por exemplo, a pesquisa mostrou que 60,3% das mulheres da classe C têm carro, enquanto menos de 50% dos homens do mesmo grupo afirmam possuir um na garagem. Na hora de comprar um automóvel, elas se preocupam com a potência do motor – 64,8% contra 53% dos homens da classe C – e preferem recorrer a financiamento bancário (48,8%) ou financiamento da loja de revenda (11,4%) para a compra.

Na questão do uso de tecnologia, 78,4% consideram a praticidade e 51,6% a privacidade na hora de comprar um notebook, deixando em segundo plano preço e beleza na tomada de decisão. Na comparação com os homens da classe C, elas são as que mais usam as funcionalidades dos aparelhos celulares – 69,5% delas fazem uso do SMS contra 57,1% dos homens. E batem as mulheres de outras classes na navegação em redes sociais: 68,9% usam as redes com frequência contra 67,6% das mulheres da classe A/B.

O tamanho da classe média aumentou ao longo dos últimos anos, passando de 44% da população em 2002 para 54% agora em 2011. Houve acréscimo de 31 milhões de pessoas na classe C nesse período. A renda da classe média subiu também, crescendo 62%.

Em tempo: a classe C está na faixa de renda per capita que varia de R$326,00 a R$1.390,00 mensais, com renda familiar não superando os R$2.295,00. Fica ensanduichada entre as classes A (R$2.891,00 ou mais) e B (de R$1.391,00 a R$2.890,00) e as classes D (R$80,00 a R$325,00) e E (até R$79,00).

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